quinta-feira, 13 de outubro de 2016
sábado, 13 de agosto de 2016
quinta-feira, 28 de julho de 2016
terça-feira, 12 de julho de 2016
De volta ao lar
De volta ao lar.
Devo dizer que a viagem foi ótima.
Os amigos David e Silvye foram maravilhosos.
Encontrar Geisa, minha "filha" mais velha, na Califórnia também entra na categoria das MARAVILHAS.
Ter a oportunidade de resgatar velhos amigos como Christian e Dulce também é uma das maravilhas da vida.
Mas, doa a quem doer, adorei voltar para o Brasil
"apesar de você amanhã há de ser outro dia.."
Voltar ao meu ateliê foi ótimo.
Ontem, Mariana Maia veio fazer o curso de encáustica Módulo I
Foi uma delícia compartilhar com ela o que sei sobre essa técnica.
Estou de volta, venham!
quarta-feira, 22 de junho de 2016
87 dias de viagem. 86º dia. Tô voltando
22 de junho de 2016
Foram dias incríveis e uma oportunidade maravilhosa. Visitei lugares da
Costa Oeste, Oeste e Costa Leste.
Foi um privilégio estar e ter amigos tão queridos em cada um desses
lugares.
Para mim, foi um resgate de amizades antigas que o tempo e a vida haviam
afastado.
Encontrar Geisa Natalli em LA e ficar na sua casa foi uma delícia. O seu
sorriso me encanta e aquece meu coração. Foi bom ver como ela vive por lá e
como Geisa e Rodrigo são apaixonados um pelo outro. Ficamos pouco tempo juntas,
mas foi muito bom.
Silvye e David me acolheram por mais de dois meses em sua casa. Não tenho
como agradecer tanto carinho e cuidados. Me levaram para conhecer a vida no Oeste
e suas belezas naturais. Pude acompanhar o desenvolvimento do projeto do casal,
o B&B Beija-Flor. Documentei a construção da grande cozinha onde irão
receber os hospedes e fazer comidas deliciosas. Convivi com Daniel e gostei de
ver como ele se tornou uma pessoa interessante e com um coração enorme. Deixei Utah,
mas Utah ficou nas minhas melhores lembranças por tudo que vivi, pelas pessoas
que conheci e pela sua beleza exuberante.
Nos últimos 15 dias da viagem vim para Costa Leste me encontrar com
Dulce e Christian. Amigos antigos que não via há mais de 17 anos que me receberam
de braços abertos. Me levaram para conhecer outras paisagens passando pela Nova
Inglaterra e abrindo as portas e segredos de New York. Da tranquilidade da
primeira semana em Block Island caímos no turbilhão de New York. Uma semana de cultura
e arte. Uma semana maravilhosa.
Obrigada amigos, foi tudo muito bom, muito intenso e muito rico.
Mas, agora...Camila e Dado
terça-feira, 21 de junho de 2016
87 dias de viagem. 85º dia. Encáustica
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| Flag. Jasper Johns |
85º dia. Encáustica
21 de junho de 2016
A pintura encáustica é minha paixão. Trabalho com ela há mais de 10
anos pesquisando, estudando e descobrindo coisas novas, conhecendo trabalhos
antigos e novos artistas.
No Metropolitan Museum of Art em Nova York, tive a oportunidade de ver
os retratos de Faium ou Fayum feitos com a técnica encáustica no período em que
o Egito estava sob o domínio de Roma entre 305 a.C. à 30 a.C. conhecido como
Egito ptolemaico. Os corpos dos membros das classes altas eram mumificados, colocados em caixões decorados e eram colocadas
máscaras para cobrir as cabeças. São essas máscaras ou retratos que encontrei
no Met e são incríveis pela sua beleza, cor, brilho. Os retratos nos olham e
podemos ver como as pessoas se vestiam, arrumavam os cabelos e que joias usavam.
Falam de um tempo que se perpetuou.
No MoMa encontrei Jasper Johns, Flag (1954), ele é feito usando
encáustica, tinta á óleo e colagem com recortes de jornal sobre uma placa de
madeira. Entre a pintura das faixas vermelha e branca é possível ver a colagem
do jornal por baixo dela. Percebe-se a cera derretida e em algumas partes
escorrida na superfície da pintura.
Em Salt Lake City, Utah, fui conhecer o ateliê do artista Jeff Juhlin
que me mostrou um pouco do seu trabalho e sua técnica. O seu trabalho é sobre a
descoberta, e possibilidades. Trabalha sobre as camadas, sobre o fluxo das
coisas imaginadas. Jeff trabalha acumulando camadas de materiais, imagens e
cores.
E por fim no Whitney Museum me deparei com a escultura enorme toda
feita de cera, do artista Urs Fischer, “Standing Julian” (Julian em pé). A
escultura é acesa pela cabeça todos os dias pela manhã e à noite é apagada,
dessa forma ela irá derreter lentamente ao longo da exposição Human Interest:
Portraits from the Whitney's Collection. A exposição teve início em 27 de abril
de 2016 e vai até 12 de fevereiro de 2017. Gostaria de ver o final.
Assim, iniciamos com as máscaras mortuárias que buscavam o eterno,
terminamos com a vida derretendo, modificando, se transformando.
O perene e o efêmero.
sábado, 18 de junho de 2016
87 dias de viagem. 82º dia. Pequenos encontros
82º dia. Pequenos encontros
18 de junho de 2016
Já errei na conta dos dias que estou aqui, mas sei já faz bastante tempo.
Andar por New York é sempre uma surpresa e novidade. Você pode fazer
diferentes tipos de passeios. Ir aos museus e se encantar com a riqueza e
multiplicidade de obras de arte que cada um tem para oferecer. Passear pelos
parques e aproveitar essa época de calor, sentar na grama, ver as pessoas passarem,
assistir aos espetáculos no parque. Fazer visitas em lugares que foram locação
de filmes, que são muitos e visitar a cidade sob a perspectiva de quem vive por
aqui.
Hoje fui tomar café da manhã na The Hungarian Pastry Shop, que fica perto
da Columbia University, e na frente está a Cathedral Church of Saint
John the Divine. O lugar estava lotado, não foi possível sentar do lado de
fora, mas isso foi bom, pois deu para sentir melhor o clima do lugar. Nas paredes
do lado do balcão está exposto o menu.
Pedi um Danish Cheese, não tenho a menor ideia de como é feito, mas é
divino. O cappuccino estava maravilhoso. É preciso sair correndo para não cair
em tentação e pedir mais.
Na parede oposta do balcão estão expostas todas as capas de livros que
foram escritos no local. Percebi que haviam clientes com seus Laptops escrevendo
alguma coisa e uma moça loira escrevendo à mão à minha frente.
Deve ser um bom começo.
A Cathedral Church of Saint John the Divine impressiona pelo tamanho,
com grandes vitrais, lembrando as igrejas góticas da Europa, mas o que mais me
chamou a atenção foi como eles aproveitam o espaço para expor arte, site
specifique. O artista Tom Otternes doou suas figuras de cerâmicas que estão
expostas nas colunas da catedral, Life and Death. Em 2015 o artista chinês, Xu
Bing fez uma instalação de sua escultura “Phoenixes” que ficava suspensa em
toda a nave central da igreja.
Saímos da catedral rumo à feira orgânica que fica na esquina da 110th
St com a Manhattan Ave. No caminho de volta para casa vi umas pessoas pintando
o gradil do Morningside Park, voluntariamente, para deixar o lugar melhor para
todos.
Gostei.
Me fez feliz.
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